
A preocupação da classe feminina com as varizes aumentou após a década de 60, com o surgimento da mini-saia, que fez com que a exposição das pernas fosse algo tão almejado. Com isso, as mulheres brasileiras mais incentivadas pelo clima quente e pela vergonha de aparecer nas praias ou até mesmo nas ruas com as pernas recheadas de vasinhos visíveis, determinaram a supervalorização da doença venosa e do seu comprometimento estético.
Varizes são veias alongadas, dilatadas e tortuosas que alteram a estética e o funcionamento das pernas. Elas podem levar, nos quadros crônicos, a alteração irreversível da pele, tais como úlceras, manchas, sangramentos, erisipela, eczema, flebite e até trombose venosa profunda.
Aproximadamente 20 % da população é portadora de algum grau dessa doença que vai desde as telangectasias até as varizes propriamente ditas. Pode atingir 60% das pessoas acima de 60 anos, sendo muito mais freqüentes nas mulheres (3 mulheres para cada homem).
Além da parte estética, o quadro de sintomas (dores , peso, cansaço) pode levar a incapacidade de exercer atividades profissionais.
Andar sobre duas pernas sempre foi um desafio à circulação, pois o sangue tem dificuldade de retornar para o coração devido a distancia dos pés. Este trajeto é proporcionado por pequenas estruturas dentro das veias, as chamadas válvulas, que direcionam o sangue para o coração. Caso essas pequenas estruturas falhem, ocorrerá o refluxo, ou seja, parte desse sangue volta em direção aos pés.
Essa alteração das válvulas é hereditária, que é uma herança genética que deixa as veias e válvulas mais fracas e menos resistentes, podendo ser herdadas do pai, mãe ou até mesmo dos avôs ou tios. Outros fatores que levam as varizes são o excesso de peso, obstipação intestinal e uso de hormônios (anticoncepcionais e terapia de reposição hormonal).
Não. A evolução das varizes é contínua. Os vasos doentes tendem a se agravar com o tempo, principalmente com o passar da idade. Outros fatores que pioram os vasos são as longas permanências em posição sentada ou em pé, e atualmente ao estilo de vida sedentário.
As alterações hormonais e compressão das veias abdominais pelo útero são as causas do aparecimento ou agravamento das varizes. Quanto mais gestações, mais veias.
Os principais são:
Estes sintomas variam muito de pessoa para pessoa. Pacientes com varizes muito grossas podem nunca se queixar de nenhuma dor. A maioria dos sintomas ocorre nos períodos da tarde, noite e perimenstrual, mas melhora com a elevação das pernas.
O principal objetivo do tratamento das varizes é promover uma melhora da qualidade de vida com alívio dos sintomas e prevenção das complicações, além da satisfação estética que está na motivação de muitos tratamentos. As formas de tratamento disponíveis no momento são muito abrangentes e variam de acordo com o grau da doença e desejo do paciente. Portanto, cada paciente deve ser tratado de forma personalizada.
Os tratamentos disponíveis variam desde escleroterapia (injeção de medicação nas veias sendo realizada no ambulatório), até o tratamento cirúrgico que consiste na retirada cirúrgica das veias não funcionantes que não colaboram para circulação, melhorando assim a drenagem venosa dos membros quando retiradas.
A melhor forma de definir o seu tratamento é sempre procurar o seu Cirurgião Vascular ou Angiologista.
Dr. Eduardo Augusto
A dor torácica é uma das principais queixas e motivo de atendimento nos pronto-socorros e salas de emergência.
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma doença muito comum no mundo e no Brasil. Afeta cerca de 20% da população brasileira adulta.
A preocupação da classe feminina com as varizes aumentou após a década de 60, que fez com que a exposição das pernas fosse algo tão almejado.
Como se prevenir? Há vários programas com o objetivo de promover a saúde em diferentes grupos da nossa população...