Página inicial » Publicações » Prevenção de Doenças Cardiovasculares

Há vários programas com o objetivo de promover a saúde em diferentes grupos da nossa população, como crianças, mulheres e idosos, no entanto, para a parcela masculina, inexistia um projeto. Por iniciativa do Ministério da Saúde, que identificou que esse público não tem por hábito buscar a prevenção em saúde, criou-se a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem.

O projeto é voltado para homens entre 25 e 59 anos, que representam 41% dos indivíduos do sexo masculino no país e 20% da população total. A principal causa de morte em homens dessa faixa etária refere-se a ocorrências externas (acidentes, homicídios etc), seguida das doenças cardiovasculares (DCV), a exemplo do infarto no miocárdio, e, na sequência, o câncer, como o de próstata e de pulmão.

Em relação às doenças cardiovasculares, a despeito do avanço tecnológico no tratamento, a prevenção continua sendo o melhor caminho.

Há duas formas de prevenção

  • Prevenção secundária: indivíduo que já manifestou doença cardiovascular e fará prevenção de novo evento
  • Prevenção primária: identificação de fatores de risco cardiovascular e modificação dos mesmos em quem ainda não manifestou a doença

Os fatores de risco classificam-se em:

  • Fatores de risco não modificáveis:
    - Hereditariedade
    - Idade
    - Sexo masculino
  • Fatores de risco  removíveis ou modificáveis:
    - Tabagismo
    - Obesidade
    - Diabetes Mellitus
    - Hipertensão arterial
    - Dislipidemia (colesterol alto e/ou Triglicérides elevado)
    - Sedentarismo
    - Estresse

 Fatores que reduzem o risco cardiovascular
- Ingestão diária de legumes, verduras e frutas
- Exercício físico

Fatores de risco que aumentam  o risco cardiovascular

  • Tabagismo
    - Aumenta em 300% o risco de evento cardíaco
    - Está associado a Doença Cardiovascular, câncer e AVC (derrame).
    - O tratamento multidisciplinar com médicos, psicólogos, enfermeiros e outros profissionais é fundamental no abandono do tabagismo
  • Obesidade
    - Aumenta em 62% o risco de evento cardíaco
    - Algumas medidas como a circunferência abdominal e o índice de massa corporal (Peso/Altura x Altura) são importantes para a avaliação e acompanhamento
  • Hipertensão arterial (pressão alta)
    - Em mais de 90% das vezes, não há uma causa removível
    - Normalmente, é silenciosa, não sendo associada a sintomas
    - Aumenta em 91% as chances de um evento cardíaco
    - O problema maior é quando atinge os órgãos provocando lesões
    Lesão de órgãos-alvos:
    - Coração – hipertrofia , sendo fator de risco para o infarto
    - Cérebro - AVC (derrame)
    - Rins - insuficiência renal
    - Olhos - comprometimento da visão
    - Órgãos sexuais - disfunção erétil
  • Dislipidemia (colesterol alterado e triglicérides elevado):
  • Fatores genéticos
  • Fatores ambientais (dieta rica em colesterol)

O tratamento, em alguns casos, pode ser realizado apenas com dieta e atividade física, mas em grande parte das ocorrências, há necessidade de medicamentos de uso contínuo.

  • Diabetes  Mellitus
    - Aumenta os riscos de eventos cardiovasculares
    - É importante o controle dos níveis de glicose sanguínea
    - O controle é realizado com dieta, atividade física, medicamentos e em alguns casos com insulina
  • Estresse
    - Cada vez mais presente na vida das pessoas da sociedade moderna
    - Leva a inúmeros sintomas cardiovasculares e visitas a setores de emergência
    - Associado aos vícios alimentares e de fumar, além da elevação da pressão - Aumenta o risco de evento cardíaco

Dessa maneira, pode-se notar que o ideal é buscar metas de prevenção como a melhor estratégia para evitar doenças com alto índice de mortalidade e de complicações.

Por Dr. Eustáquio Ferreira Neto
Cardiologista


logo-palmweb logo-hcbr-pb © 2011 - SHLS 716 Conjunto G Lote 06 - Fone:(61) 3213-4000