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A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma doença muito comum no mundo e no Brasil. Afeta cerca de 20% da população brasileira adulta. A HAS pode ser dividida, de acordo com sua causa, em primária, também chamada de essencial (que representa 90% dos casos) e secundária (10% dos casos).

Dentre os fatores causais associados à hipertensão arterial primária temos os fatores genéticos, ingesta excessiva de sal, baixo peso ao nascer, obesidade, abuso de álcool ou drogas, resistência à insulina (o hormônio que leva a glicose para dentro das células), sexo (no homem tende a iniciar mais cedo), raça (os afro-descendentes são mais acometidos) e fatores sócio-econômicos. Na hipertensão secundária, existe um fator causal identificável como doença renal, hormonal (endocrinológica) ou vascular.

Geralmente a HAS não ocasiona sintomas (o paciente não sente nada), porém muitos pacientes descobrem que são hipertensos após medirem a pressão durante sensação de mal-estar causada por outra doença. Nas situações em que a pressão estiver excessivamente alta (geralmente níveis acima de 220 x 120 mmHg) pode ocorrer alguma emergência hipertensiva como acidente vascular encefálico (derrame), infarto (entupimento de uma artéria do coração), angina ou insuficiência renal. Na gestante podem surgir as situações de pré-eclâmpsia ou eclâmpsia que também são consideradas como urgência e emergência respectivamente. Nestas situações de emergência os sintomas e sinais (dor de cabeça, dor no peito, desmaio, dificuldade de falar ou andar, inchaço) podem aparecer e indicam a ida imediata ao hospital.

O diagnóstico é feito pela medida simples da pressão arterial por um profissional qualificado, com aparelho calibrado, estando o paciente em repouso e calmo. Quando a pressão estiver acima de 140 x 90 mmHg em duas ou mais ocasiões, aferidas com intervalo maior que 15 dias, o paciente pode ser considerado hipertenso e tratado como tal.

O tratamento da hipertensão arterial secundária deve ser direcionada para a causa subjacente e o da primária (essencial) deve ser realizado através de dieta, atividade física regular e medicações. A correção dos fatores agravantes como abandono do fumo, controle do peso e do estresse devem ser corrigidos ao mesmo tempo. A causa mais comum do descontrole da pressão arterial é a não correção por parte do paciente de um ou mais fatores (por exemplo, o paciente usa a medicação porém não faz dieta ou atividade física regular).

Pelo exposto, conclui-se que o tratamento geralmente envolve uma abordagem multi-profissional em que o médico, o paciente, a família, o nutricionista e o orientador de atividade física devem trabalhar em conjunto.

Dr. Wing Carvalho Lima
CRM-DF 13.336


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